{"id":57,"date":"2014-07-10T08:28:53","date_gmt":"2014-07-10T16:28:53","guid":{"rendered":"http:\/\/discursodasmidias.com.br\/?p=57"},"modified":"2014-08-25T08:29:18","modified_gmt":"2014-08-25T16:29:18","slug":"fiat-automoveis-e-a-escola-comportamentalista-uma-visao-behavorista-do-consumo-de-massa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/?p=57","title":{"rendered":"FIAT AUTOM\u00d3VEIS E A ESCOLA COMPORTAMENTALISTA:  uma vis\u00e3o Behavorista do consumo de massa."},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A organizac\u00e3o industrial e a administra\u00e7\u00e3o cient\u00edfica tem suas origens no racionalismo cartesiano de Descartes e precede o liberalismo econ\u00f4mico moderno. O racionalismo monet\u00e1rio e o individualismo de meados do s\u00e9culo XVIII ganhou for\u00e7a com a <em>Revoluc\u00e3o industrial <\/em>e na evoluc\u00e3o das m\u00e1quinas.<\/p>\n<p>Neste contexto o trabalho como origem da propriedade, segundo os ideiais de <em>Marx e Weber<\/em> proliferou-se a partir da \u00e9tica protestante de <em>Lutero<\/em> e fundamentou a forma\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es modernas eclodindo-se nas rela\u00e7\u00f5es trabalhistas e do consumo.<\/p>\n<p>A racionaliza\u00e7\u00e3o do trabalho personalizou-se na \u00f3tica de <em>Hook<\/em> que definitivamente intensificou o conceito de administra\u00e7\u00e3o como ci\u00eancia e instituiu o poder econ\u00f4mico individual, convencionando desta forma os modernos conceitos de poder da sociedade de consumo. O surgimento do consumo em alta escala proporcinado pelas grandes produ\u00e7\u00f5es industriais de <em>Taylor e Ford<\/em> consagrou em seu conte\u00fado mercadol\u00f3gico uma sociedade de consumo ampla todavia sistematizada, criando assim um rev\u00e9s da \u00f3tica produtiva. A Escola Mecanicista incinerou a economia de alta escala e equilibrou a diferencia\u00e7\u00e3o dos mercados. Neste ponto, onde a mobilidade social do consumo foi instituida pela cr\u00edtica ao modelo alienador e limitado da oferta que surge a Escola Comportamentalista. O novo modelo de rela\u00e7\u00f5es humanas voltou seu prop\u00f3sito para uma discurs\u00e3o mais ampla de outras vari\u00e1veis que influenciam a produ\u00e7\u00e3o. Padr\u00f5es comportamentais dependem de h\u00e1bito e cultura onde a empresa, suas tecnologia, os produtos e o consumidor convivem num mesmo pretexto. A onda de consumo moderna tem seus pilares nesta dicotomia entre homo-social e o homo-economicos proposta por esta busca pela qualidade e a satisfa\u00e7\u00e3o humana. Surge a partir desta explos\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o em larga escala a notoriedade dos valores intr\u00edsecos do prazer e o \u00edmpeto do consumo particular.<\/p>\n<p>Sob o ponto de vista da ind\u00fastria de consumo moderna, no caso da automobil\u00edstica os padr\u00f5es de consumo e oferta foram amplificados. O toyotismo japon\u00eas e o modelo sueco de produ\u00e7\u00e3o causou nesta nova realidade das rela\u00e7\u00f5es humanas e do consumo planejado uma reviravolta fundamental nos valores de compra e de ajuste da ind\u00fastria automobil\u00edstica a esta nova realidade. De dentro para fora a ind\u00fastria brasileira de autom\u00f3veis foi obrigada a se ajustar a esta nova roupagem, e quem estratificou seus produtos seguindo esta tend\u00eancia tomou a ponta. A Fiat Autom\u00f3veis desse modo firmou-se no cen\u00e1rio nacional com um \u201cmarket share\u201d cada vez mais efusivo e vindouro.<\/p>\n<p>Mas de fora para dentro, manteve sua condi\u00e7\u00e3o original de administra\u00e7\u00e3o fordista, mecanicista, forjada por suas vantagens competivas mas caucada em sua enorme habilidade alienadora. De uma lado, seus produtos premeiam a excel\u00eancia e alcan\u00e7am toda a pluralidade mercadol\u00f3gica contempor\u00e2nea, por outro, sustentam seus princ\u00edpios fi\u00e9is de produ\u00e7\u00e3o barata e explorat\u00f3ria de seus colaboradores internos ou contratuados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Seguindo esta linha de racioc\u00edn\u00edo e buscando aproximar estes contextos h\u00e1 uma panac\u00e9ia dos conflitos cientificamente explicada pela vida psicol\u00f3gica e leis de intera\u00e7\u00e3o entre o homem e o meio. <em>Uma psicologia cient\u00edfica e objetiva que s\u00f3 pode ser o estudo do comportamento objetivamente observ\u00e1vel dos seres humanos, e nada mais al\u00e9m disso. O seu dom\u00ednio pr\u00f3prio \u00e9 o &#8220;campo total das adapta\u00e7\u00f5es humanas&#8221; (Pierre Naville).<\/em><\/p>\n<p>As atitudes, as condutas e os pensamentos seriam eles pr\u00f3prios o resultado da adapta\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito do homem \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientes e uma resposta aos est\u00edmulos exteriores. O principal promotor do behavorismo foi J.B.Watson.<\/p>\n<p>A express\u00e3o &#8220;behavorismo social&#8221; \u00e9 por vezes utilizada para aplicar a mesma explica\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio do social e para dar conta da vida em sociedade pelas leis de adapta\u00e7\u00e3o ao meio social. As rela\u00e7\u00f5es sociais, os comportamentos sociais, at\u00e9 as formas de organiza\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o seriam mais do que respostas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es exteriores, tanto materiais como formais<em>.&#8221; in Alain Birou, Dicion\u00e1rio de Ci\u00eancia Sociais, C\u00edrculo de Leitores, pag. 33<\/em><\/p>\n<p>Ampliando estes conceitos, numa an\u00e1lise comportamental mais ampla da segmenta\u00e7\u00e3o de mercado, as rela\u00e7\u00f5es de consumo e as condi\u00e7\u00f5es mercadol\u00f3gicas, empresas e clientes convivem suas aspira\u00e7\u00f5es sem contudo necrotizar suas particularidades concretas do comportamento de consumo e das rela\u00e7\u00f5es humanas. Para discurtir o plano das rela\u00e7\u00f5es trabalho e os modos de produ\u00e7\u00e3o, <em>Maslow<\/em> cerceou em seu discurso de necessidades um conjunto de fatores prepoderantes, que neste caso, cabe uma discurs\u00e3o mais ampliada que pretendo estender mais adiante. Mas tomando como base os aspectos psicol\u00f3gicos das rela\u00e7\u00f5es do consumo e das rela\u00e7\u00f5es de consumo, para os behavoristas o comportamento \u00e9 tudo o que o ser humano faz, rir, chorar, corar, comer, correr, casar, guiar um automovel, pintar, escrever&#8230; o comportamento passaria pelo estabelecimento das rela\u00e7\u00f5es entre o estimulo e a resposta. Para Watson <em>n\u00f3s somos o que fazemos e n\u00f3s fazemos o que o meio nos impele a fazer<\/em>\u2026<\/p>\n<p>Assim, o ordem do consumo segue esta l\u00f3gica.<\/p>\n<p>Os impulsos de comunica\u00e7\u00e3o, <em>inputs<\/em> e respostas prevista na l\u00f3gica da propaganda vai al\u00e9m das formas e metodologias de produ\u00e7\u00e3o. Transcende o imagin\u00e1rio dos objetivos macros desta epop\u00e9ia dos efeitos manipuladores que comprrendem o universo do consumo: da origem do processo produtivo, seus mecanismos de produ\u00e7\u00e3o e o resultado em cada produto ofertado. Na ponta desta pir\u00e2mide encontra-se o cliente que antes de tudo define seu escopo de prefer\u00eancias e determina o r\u00edtmo do tempo de compra.<\/p>\n<p>Indiferente a confus\u00e3o entre os temas que envolvem a forma de produ\u00e7\u00e3o, sua rela\u00e7\u00e3o com os clientes internos, o resultado final do consumo deve ser observado como uma revoada de padr\u00f5es que acentuam a import\u00e3ncia passional em cada compra final. A Fiat, neste cen\u00e1rio, \u00e9 um exemplo claro desta realidade Behavorista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&nbsp;\n&nbsp;\n&nbsp;\nA organizac\u00e3o industrial e a administra\u00e7\u00e3o cient\u00edfica tem suas origens no racionalismo cartesiano de Descartes e precede o liberalismo econ\u00f4mico moderno. 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