{"id":717,"date":"2016-02-10T06:10:31","date_gmt":"2016-02-10T14:10:31","guid":{"rendered":"http:\/\/discursodasmidias.com.br\/?p=717"},"modified":"2016-02-10T13:48:57","modified_gmt":"2016-02-10T21:48:57","slug":"a-atrofia-da-imaginacao-e-da-espontaneidade-do-cliente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/?p=717","title":{"rendered":"A atrofia da imagina\u00e7\u00e3o e da espontaneidade do cliente"},"content":{"rendered":"<p><!-- Link and image removed by Remove First Image Plugin --><\/p>\n<p>Atualmente, a atrofia da imagina\u00e7\u00e3o e da espontaneidade do consumidor cultural n\u00e3o precisa ser reduzida a mecanismos psicol\u00f3gicos.<br \/>\nOs pr\u00f3prios produtos (&#8230;) paralisam essas capacidade em virtude de sua pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o objetiva (ADORNO; HORKHEIMER, 1997, p.119).<\/p>\n<p>Embaralhando um pouco mais os fatos e ultrapassando de longe o teatro de ilus\u00f5es, o consumidor n\u00e3o deixa mais \u00e0 fantasia e ao pensamento dos espectadores nenhuma dimens\u00e3o na qual estes possam, sem perder o fio, passear e divagar no quadro da obra f\u00edlmica, ao qual eles se espelham, permanecendo, no entanto, livres do controle de seus dados exatos, e \u00e9 assim precisamente que o conte\u00fado adestre o espectador entregue a ele para se identificar imediatamente com a realidade.<br \/>\nFica claro, portanto, a grande inten\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria Cultural: obscurecer a percep\u00e7\u00e3o de todas as pessoas, principalmente, daqueles que s\u00e3o formadores de opini\u00e3o ou forma uma grande maioria do \u2018target\u201d (p\u00fablico alvo) social. Ela \u00e9 a pr\u00f3pria ideologia. Os valores passam a ser regidos por ela. At\u00e9 mesmo a felicidade do individuo \u00e9 influenciada e condicionada por essa cultura. Na Dial\u00e9tica do Esclarecimento, Adorno e Horkheimer nos afirmam que os bens culturais est\u00e3o em exata correla\u00e7\u00e3o com a comunica\u00e7\u00e3o comandada e os valores capitais desta congru\u00eancia; e os dois se fundamentam na inelut\u00e1vel coa\u00e7\u00e3o \u00e0 domina\u00e7\u00e3o social sobre a natureza mercantil (ADORNO; HORKHEIMER, 1997, p.45).<\/p>\n<p>Quero dizer que o perplexo sentido do &#8220;ideol\u00f3gico&#8221; do consumo \u00e9 anf\u00f3tero.<br \/>\nCongrega em si duas qualidades ou caracter\u00edsticas opostas.<\/p>\n<p>Ora, \u00e9 bom ao proclamar sua l\u00f3gica para o \u00eaxito do &#8220;EU&#8221; &#8211; prevaricando com sua condi\u00e7\u00e3o de mercado.<br \/>\nPor outro lado, declina sua nulidade absoluta, diante do b\u00f3cio consumista que nos cerca.<br \/>\nAo entender esta filosofia er\u00e9til, da forma comunicacional adotada pelas empresas que proclamam seus produtos e produtos, n\u00e3o nos damos conta da jornada comercial que nos torna o que somos e estabelece sua linhagem ideol\u00f3gica por de tr\u00e1s de uma simples compra.<\/p>\n<p>Quero dizer que pouco sabemos sobre as coisas, sendo as coisas, apenas experi\u00eancias que possuimos.<\/p>\n<p>Esta longa defini\u00e7\u00e3o do &#8220;EU COMERCIAL&#8221; ou descoberta humana do nada \u00e9 um &#8220;CONCEITO&#8221; anf\u00f3tero das coisas.<br \/>\nUma austera gnose do auto conhecimento, que nada tem haver com a capacidade de escolha de cada um.<\/p>\n<p>Apenas um elo entre o que desejamos e o que somos persuadidos adquirir.<\/p>\n<p>Ora, ao avaliar o verdadeiro impacto desta condi\u00e7\u00e3o nos neg\u00f3cios de hoje, tenho considerado que, se o cliente j\u00e1 tem clareza da pr\u00f3pria meta de valor e necessidade para as coisas, se tem consci\u00eancia da decis\u00e3o que tomou, nada de induzido pode prevalecer em seu caminho.<\/p>\n<p>Custa-me crer quem assume essa heumen\u00eautica exeg\u00e9tica que revela laivos de caduquice, quando nos damos conta que compramos algo que n\u00e3o precisamos adquirir, ou se a empresa que cultuamos n\u00e3o obedece ao protocolo pontual que o mercado exige que ela seja.<\/p>\n<p>Continuo sem entender o mist\u00e9rio disto.<br \/>\nVes\u00e2nico.<\/p>\n<p>Mais &#8220;deve ser da idade&#8221;.<\/p>\n<p>Ao observar meu filho ca\u00e7ula brincando sozinho em um canto da casa, entendo melhor esta conjun\u00e7\u00e3o dos fatos: do que precisamos de fato ser ou possuir.<\/p>\n<p>Toda constru\u00e7\u00e3o dieg\u00e9tica \u00e9 determinada, grande parte por sua aceitabilidade social, logo, por suas conven\u00e7\u00f5es, por c\u00f3digos e pelos simbolismos em vigor em uma sociedade. A interpreta\u00e7\u00e3o da imagem cont\u00e9m um sentido, e ao ser \u201clido\u201d por seu destinat\u00e1rio, por seu espectador: e \u00e9 todo o problema da interpreta\u00e7\u00e3o da imagem semiol\u00f3gica e iconogr\u00e1fica da mercadoria. <\/p>\n<p>Um tanto confuso, quanto evasivo, se considerarmos o amplo dom\u00ednio dos dispositivos inconscientes que nos atordam as escolhas e estabelecem uma anomalia de compreens\u00e3o dos elementos da comunica\u00e7\u00e3o moderna, percebe-se que empresas, neg\u00f3cios e produtos, assinalam para uma releitura do &#8220;VALOR&#8221; das coisas e dos servi\u00e7os como uma irrelut\u00e1vel condi\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia no mercado. Uma nefasta apoplexia da forma comunicacional das empresas modernas que \u00e9 inerente ao seu tamanho ou o que ela comercializa e faz como neg\u00f3cio. <\/p>\n<p>Ou seja &#8221; a import\u00e2ncia de se comunicar de uma empresa come\u00e7a na cria\u00e7\u00e3o da identidade e na imagem que se cria do nome, da marca, do profissional e do produto, pois a ideia \u00e9 que sendo citada, automaticamente o cliente ligue aquilo \u00e0 sua marca ou produto. Por exemplo, o que queremos que o nosso p\u00fablico entenda e veja da nossa marca est\u00e1 sendo entendido? Essa imagem est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 identidade da empresa? Se sim, conclui-se que a proje\u00e7\u00e3o que se fez para a imagem e marca da empresa, ou produto, foi bem pensada e bem elaborada pela \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Se o p\u00fablico ainda n\u00e3o consegue associar as duas coisas \u00e9 necess\u00e1rio elaborar um planejamento estrat\u00e9gico para reformular a comunica\u00e7\u00e3o entre um e outro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nAtualmente, a atrofia da imagina\u00e7\u00e3o e da espontaneidade do consumidor cultural n\u00e3o precisa ser reduzida a mecanismos psicol\u00f3gicos.\nOs pr\u00f3prios produtos (&#8230;) paralisam essas capacidade em &hellip;","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-717","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-marketing"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/717","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=717"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/717\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":724,"href":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/717\/revisions\/724"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=717"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=717"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/discursodasmidias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=717"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}